Aos 69 anos. Morreu o cantor Luís Represas

Aos 69 anos. Morreu o cantor Luís Represas

O cantor português Luís Represas morreu esta quarta-feira, aos 69 anos, vítima de doença prolongada.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Facebook de Luís Represas

(em atualização)

O músico e cantor comemorava este ano 50 anos de carreira e tinha programado "momentos inesquecíveis com O Trovante e, a solo, com êxitos que atravessam gerações", lê-se num comunicado da agência que o representava. 

Com uma carreira de quase meio século, Luís Represas começou como vocalista dos Trovante, em 1976, juntamente com João Gil, João Nuno Represas, Manuel Faria e Artur Costa, com êxitos como “Perdidamente”, “Saudade” e “125 Azul”.

Em 1992, os Trovante separam-se e Luís Represas iniciou a sua carreira a solo, tendo lançado sucessos que atravessaram gerações, como “Feiticeira”, “Da Próxima Vez”, “Ao Canto da Noite” e "Timor".
Em 2025, os Trovante voltaram a juntar-se para concertos em Lisboa e no Porto e para 2027, Luís Represas tinha espetáculos agendados nos coliseus do Porto e de Lisboa para celebrar os 50 anos de carreira.

Ao longo da sua carreira, Represas colaborou com vários artistas, nomeadamente com Fausto Bordalo Dias, José Afonso, Carlos do Carmo, Bernardo Sasseti, Pablo Milanés, Ivan Lins, Martinho da Vila, Simone, Jorge Palma, Phil Collins, Compay Segundo, Gilberto Gil e Carlinhos Brown.

Em 2000, na sequência da luta pela causa Timorense, Luís Represas foi convidado pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, a deslocar-se a Timor-Leste, em visita oficial. Mais tarde, seria condecorado com a Medalha da "Ordem de Timor-Leste” pelo Presidente Taur Matan Ruak. Em 2005 foi distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito - grau de Comendador.

Em 2019 a direção da Sociedade Portuguesa de Autores atribuiu a Luís Represas o Prémio Pedro Osório pelo disco “Boa Hora”.

Atualmente, para além de uma agenda regular de espetáculos, o cantor apresentava o programa de televisão “Língua Mãe”.
"Portugal perde uma das suas vozes mais marcantes"
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, lamentou a morte de Luís Represas, considerando o cantor como uma das maiores referências musicais do país.

"Luís Represas é uma das nossas maiores referências musicais. A sua partida é uma perda para o país e para a nossa cultura, mas o seu legado permanecerá tão contagiante como numa vida cheia de "sede de infinito... e dizê-lo cantando a toda a gente", escreveu o primeiro-ministro nas suas redes sociais.

Luis Montenegro apresenta as suas "mais sentidas condolências", à "família, aos amigos e a todos os que foram tocados pela sua obra".

O Partido Socialista (PS) também já reagiu, considerando que Portugal perdeu "uma das suas vozes mais marcantes, um artista que soube transformar a música em memória, emoção e compromisso". 

"O seu legado permanecerá vivo nas canções que atravessaram gerações e, de forma muito especial, em 'Timor', um hino de esperança, liberdade e solidariedade que acompanhou a luta de um povo e marcou profundamente a consciência de tantos portugueses", destacou o PS em comunicado.

Na nota, o PS evocou a obra de Luís Represas "com gratidão e respeito", esperando que a "sua voz e a sua música continuem a inspirar as gerações futuras".

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